04.07/2018 | Murillo Costa
resenha ordem de extermínio

Maze Runner: Ordem de Extermínio – vale a pena ler?

Maze Runner: Ordem de Extermínio foi lançado no Brasil pela editora V&R em 2013. O livro conta a história de 13 anos antes de Correr ou Morrer, antes da instituição CRUEL existir.

Fique tranquilo, não contarei spoilers além da sinopse.

O livro divide a opinião dos fãs da saga, julgando-o desde bom a inútil e cansativo. Enquanto eu lia o livro, pude pesar os dois sentimentos na balança e chegar uma conclusão equilibrada: se você é muito fã da série, vale a pena ler; se você gostou de ler a trilogia principal e se “cansou” com ela, melhor não arriscar.

Dados técnicos de Ordem de Extermínio

  • Autor: James Dashner;
  • Editora: Vergara e Riba;
  • Lançamento: junho de 2013;
  • Páginas: 384;
  • Classificação na Amazon: 4 estrelas;
  • Link seguro de compra na Amazon: https://amzn.to/2JRg5UN

Um prólogo empolgantes demais!

A primeira palavra do livro, no prólogo, é “Teresa”. Sei que muitos não gostam dela, mas depois de terminar a trilogia e entender as motivações da Teresa, ela passou a ser minha personagem favorita (por favor, não me odeiem, até porque essa opinião mudou quando li O Código da Febre).

Ordem de Extermínio começa com um prólogo superimportante! Sim, são cinco páginas que contam um pedaço da história de Correr ou Morrer que todos queriam saber: o início.

O prólogo é uma grande referência à trilogia principal e acaba te vendendo o peixe errado: que, ao ler o livro, você vai conhecer um passado relevante para os personagens e para o CRUEL.

Depois do prólogo, empolgação vs monotonia

Após o prólogo, Ordem de Extermínio nos conduz para 13 anos atrás, mais ou menos um ano após a catástrofe das chamas solares, quando ainda não exista o fulgor e o resto da humanidade se refugiu em assentamentos, não sabendo quais governos ainda estavam de pé.

É em um desses assentamentos que a jornada dos novos e desconhecidos personagens começa, após a chegada de um berg carregado de pessoas com vestes de proteção contra contaminação biológica.

O começo é muito bom! Quando um autor quer contar o passado de sua história principal, seu objetivo é fazer o leitor assimilar passado e presente e montar o quebra-cabeças… e é exatamente isso que senti falta em Ordem de Extermínio porquê ele se perde no meio do caminho.

Eu esperava que ele cumprisse alguns objetivos básicos: mostrar como o fulgor surge e se torna uma epidemia, mostrar o passado das crianças que se transformarão nos personagens principais, mostrar a formação do CRUEL e também falar sobre as chamas solares. Posso dizer que ele cumpre uns 45% disso.

O livro se estende muito, muito, mas muito contando a história de apenas uma das crianças enquanto usa pouco mais de duas páginas para contar a história de outra.

Para mim, faltou um pouco mais de CRUEL e dos bastidores políticos que desencadearam toda a ação do livro. Esse livro seria ótimo se não se concentrasse em apenas um núcleo de história, mas em outros personagens com motivações e ideologias bem fundamentadas – ele até tenta, mas esses personagens são jogados e, de repente, aparecem em momentos de clímax e somem tão rápido quanto apareceram.

Um final previsivelmente bom

Durante a leitura de Ordem de Extermínio, o final se torna óbvio a cada página virada, mas isso não é ruim! No último ato do livro, você finalmente começa a sofrer junto com os personagens.

O desfecho é como eu gosto: as consequências reais do desenvolver do primeiro e segundo atos, sem soluções mirabolantes e quase milagrosas para tentar forçar um final “bonito” – por isso, o final é realmente bonito.

Epílogo frustrante

Ordem de Extermínio tem, mais ou menos, 379 páginas. Dessas, umas 377 contam a história principal, mostrando o passado de apenas uma das crianças – com um longo pedaço monótono – e apenas 2 páginas de epílogo contando o passado de uma segunda criança.

Ao chegar nessas páginas e, consequentemente no final do livro, o leitor sente que a história do epílogo poderia ter sido muito melhor utilizada no meio do livro, onde a história principal se perde e se torna um tanto chata.

Na verdade, uma proposta que poderia corrigir essa sensação de folhas gastas à toa seria uma troca de prólogos: colocar o prólogo de Ordem de Extermínio em O Código da Febre e o prólogo de O Código da Febre em Ordem de Extermínio. Além, claro, de incluir as histórias de outras crianças no enredo de Ordem de Extermínio.

Só para frustrar um pouco mais, o epílogo conta a história que a maioria dos fãs queria saber, mas… faz isso em duas curtas e desanimadoras páginas.

E então chegamos às seguintes conclusões

  • Nota: 2 de 5;
  • Recomendo: só para quem é fã de carteirinha da saga.
Sou o autor de Os Renegados, distopia pós-apocalíptica, editor do Central Autoria e locutor do Autoria Podcast. Também sou parceiro da saga de fantasia épica A Crônica Esférica. Webdesigner por formação, procuro compartilhar meus conhecimentos em Marketing Digital com outros escritores para que possamos formar juntos nossas carreiras.
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