Frankenstein – A mulher que criou o terror científico

Frankenstein Mary Shelley 1818

Em 1818, o mundo conhecia Frankenstein, o jovem estudante de ciências naturais que deu vida a um monstro construído parte a parte em seu laboratório. Mary Shalley escreveu a obra quando tinha apenas 19 anos e, acredite, não foi creditada por isso.

Seu marido escreveu o prefácio em 1818 e só em 1831 que Mary Shelley colocou suas palavras no prefácio livro, contando de onde veio sua inspiração.

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Dados técnicos de Frankenstein

Um fato importante sobre Frankenstein é que a obra, por ter 200 anos, já está em domínio público. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode adaptar ou publicar a história. Nesse artigo, vou indicar duas versões: a da DarkSide, de 2017, e a da Editora Landmark, de 2015.

A Editora Landmark oferece edição original completa, incluindo o prefácio publicado em 1831, escrito por Mary Shelley. Essa versão tem 431 páginas e pode ser comprada em capa dura ou e-book. Clique aqui para comprar seu exemplar.

Frankenstein Mary Shelley

Já a editora DarkSide, sempre caprichando em suas edições especiais, publicou Frankenstein também em texto integral, mas com ilustrações exclusivas feitas por artistas brasileiros. As ilustrações e diagramação são incríveis! A edição é disponível somente em capa dura. É um verdadeiro artigo de colecionador. Clique aqui para comprar.

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Mary Shelley e suas influências para Frankenstein

Mary Shelley, autora de Frankenstein, nasceu em Londres, no ano de 1797. Seu pai era William Godwin, escritor e filósofo. Sua mãe, Mary Wollstonecraft, também era escritora e uma das primeiras ativistas pelos direitos das mulheres.

Mary casou-se com o poeta Percy Bysshe Shelley logo após a primeira esposa dele se suicidar. Quando os dois se mudaram para a Itália, a jovem escritora passou a ter suas primeiras ideias quanto a Frankenstein. Numa visita do casal ao barão George Byron, ele sugeriu que escrevessem contos sobre fantasmas.

Desse encontro nasceram vários contos, poemas e romances, incluindo Frankenstein, ou o Prometeu Moderno.

Como a proposta do barão eram histórias de fantasmas, Mary se aprofundou na criatividade e partiu para a essência disso: o terror. Ela trouxe à vida uma história de ficção científica, que fugisse ao óbvio do sobrenatural.

Influenciada pelo terror gótico e com inspirações no movimento romântico, Mary Shelley começou a criar a história de Victor Frankenstein e sua vida fantástica.

Mary Shalley iniciou um novo conceito literário, marcante, que influencia a cultura ocidental até os nossos dias.

Frankenstein, ou o Prometeu Moderno

Para a surpresa do leitor, o livro Frankenstein, ou o Prometeu Moderno tem sua narração pelo jovem R. Walton, que se aventura nas águas geladas do Pacífico numa exploração rumo ao polo norte. Ele escreve cartas para sua irmã na Ingalterra, Saville. É por meio dessas cartas que conhecemos toda a história.

Walton perdeu o pai quando criança e, por isso, foi morar com o tio. Ele não ia à escola e não tinha muitas oportunidades de aprender. Quando ficou um pouco mais velho, ele descobriu a pequena biblioteca do tio e teve seu primeiro contato com os pensadores de seu tempo.

Desenvolvendo sua habilidade como autodidata e herdando a fortona do primo, Walton embarca rumo ao polo norte para realizar um grande sonho – ligado à suas principais influências literárias. Por sua natureza autodidata, Walton é inseguro quanto a suas decisões, julgando não saber se faz as coisas como, de fato, deveriam “corretamente” ser feitas.

Para tentar corrigir essa sua falha – segundo ele – Walton deseja ter um amigo com formação intelectual tradicional, que tenha sido guiado por instrutores. Alguém que possa afirmar seus acertos ou diga o que há de errado.

Ele aluga um veleiro, contrata sua tripulação e parte para viagem em meio a imensas placas de gelo que barram o navio por horas e depois se quebram em grandes icebergs.

Numa certa manhã, após ficarem muito tempo parados por uma placa de gelo, Walton vai até o convés e vê sua tripulação tentando convencer um homem a subir no navio. Esse homem andava pelo gelo em cima de um trenó puxado por cachorros e estava prestes a morrer.

Acolhido e tratado, o homem, aos poucos, vai se revelando “uma criatura adorável” para Walton. O homem esconde em seu rosto a dor de alguém que perdeu muito, mas a amizade que surge entre ele e Walton o deixa à vontade para contar sua história.

O nome desse homem é Victor Frankenstein e ele contará como seus estudos em ciência naturais o levou a dar vida a um monstro em seu laboratório e como perdeu tudo depois disso.

Frankenstein é um retrato social atual

Frankenstein trata de preconceito, exclusão e injustiça. O monstro é uma grande analogia às pessoas que são apartadas e taxadas como “minorias”, tendo seus direitos de defesa arrancados dela por quem se acha mais privilegiado ou poderoso.

Mesmo escrito há duzentos anos, Frankenstein é uma leitura atual, que ensina o valor do conhecimento e da amizade, além do respeito por todo tipo de pessoa, não importa sua aparência, condição social ou preferências de vida.


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Sou o autor de Os Renegados, distopia pós-apocalíptica, editor do Central Autoria e locutor do Autoria Podcast. Também sou parceiro da saga de fantasia épica A Crônica Esférica. Webdesigner por formação, procuro compartilhar meus conhecimentos em Marketing Digital com outros escritores para que possamos formar juntos nossas carreiras.
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