Melodia Mortal – Sherlock Holmes escrito por brasileiros

Melodia Mortal - Sherlock Holmes por brasileios

Melodia Mortal, livro brasileiro que narra contos estrelados por Sherlock Holmes e John Watson, trata-se de uma excelente utilização dos personagens de Sir Arthur Conan Doyle, que são de domínio público.

Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi, escritores do livro Melodia Mortal, colocaram Holmes e Watson para investigar as mortes de grandes e clássicos gênios da música. No texto, os escritores demonstram grande domínio sobre o universo de Sherlock Holmes e muito respeito pelas personagens.

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Dados técnicos de Melodia Mortal

Melodia Mortal - Pedro bandeira Guido Levi

Melodia Mortal: mortes de músicos clássicos

O médico Guido Carlos Levi propôs a Pedro Bandeira a escrita de artigos investigativos e, ao mesmo tempo, teoricamente conspiratórios, sobre as mortes de grandes músicos clássicos. O desejo de Guido era aplicar o conhecimento médico atual nas situações em que esses músicos morreram. Isso levantaria hipóteses que a medicina da época não era capaz de deduzir.

Para que esses artigos, mesmo muito interessantes, não caíssem na linguagem técnica e monótona, Pedro Bandeira propôs injetar todo o conhecimento científico em dois personagens clássicos com perfil perfeito para o assunto: Sherlock Holmes e John Watson.

Melodia Mortal, assim como os originais de Sir Arthur Conan Doyle, é narrado por John Watson. No capítulo de introdução, ele faz uma breve apresentação, dizendo sobre seu passado na guerra, seu controverso alvejamento hora narrado no ombro, hora narrado na perna nos escritos originais. Ele também fala sobre Holmes e sua genialidade na arte da investigação e dedução.

Logo nessas palavras inciais, vemos o domínio especializado dos autores sobre Sherlock Holmes e seu universo. As características essenciais de Holmes e John, seu ambiente e as personagens secundárias são respeitados e reproduzidos com excelência. Não me senti nenhum pouco longe de Sir Arthur.

No capítulo 2 nos deparamos com a primeira investigação: Vincenzo Bellini, cuja morte é historicamente tida como “assassinado pelos hospedeiros”. É importante destacar que Melodia Mortal não transporta os dois investigadores ingleses para o passado, quando os músicos morreram. A investigação é feita a partir dos fragmentos históricos registrados como oficiais.

Em cada capítulo, há uma investigação “real”, na qual Sherlock trabalha e, baseada nela, ele tira conclusões sobre as mortes dos músicos, “transportando” sua mente para o passado através dos fatos. Como o próprio Holmes diz, não é preciso que ele esteja na cena do crime para desvendá-lo.

Não torça o nariz para Melodia Mortal

Não encare Melodia Mortal como um livro de qualidade inferior por se tratar de brasileiros escrevendo com personagens clássicos e amados mundialmente. Não há qualquer “destruição” da história original. Pelo contrário: há um grande desenvolvimento, unindo conhecimento científico moderno, Sherlock Holmes e fatos conspiratórios históricos.

Sou o autor de Os Renegados, distopia pós-apocalíptica, editor do Central Autoria e locutor do Autoria Podcast. Também sou parceiro da saga de fantasia épica A Crônica Esférica. Webdesigner por formação, procuro compartilhar meus conhecimentos em Marketing Digital com outros escritores para que possamos formar juntos nossas carreiras.
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